para dias difíceis como esses

9 jun

Sou fã da Audrey. Muito fã mesmo e desde muito nova. Aliás, sempre gostei de filmes clássicos. Os dela já assisti todos e mais de uma vez. Recebi essa mensagem hoje e caiu como uma luva. Vou ficar com a proposta de Audrey, na cabeça e no coração.

 

mudanças

25 maio

Música faz parte da minha vida. Sempre associei situações, fases, acontecimentos a alguma música. E hoje, por coincidência, quando estava vindo trabalhar pela manhã, no rádio do carro começou a tocar Agora só falta você, da Rita Lee, uma música que se encaixa perfeitamente bem no meu momento atual. E não é porque alguém esteja faltando, mas porque um belo dia eu realmente resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer, me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto a você.

E eu cantei essa música com direito a todos os úuus, áaas, balançando a cabeça, tamborilando os dedos no volante e o som na maior altura. Se alguém estava assistindo meu show particular, não posso dizer e não me importa, afinal, eu estava fazendo o que eu queria fazer!

Mas aí, como o blog não sai da minha cabeça, resolvi renomear uma categoria – Top Five – e iniciar outra chamada no ritmo de. Nesse caso, pretendo sempre fazer posts com a música que combina com o ritmo naquela naquele dia ou naquele momento. E vou cantar e dançar se for o caso. Só não vou filmar, vai que eu enlouqueça (mais um pouco), resolva colocar no Youtube e o Leandro me ache…

o tempo*

20 maio

“O salto é grande, mas o tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais subtil obra deste mundo, e acaso do outro”.

*Estou relendo Esaú e Jacó, de Machado de Assis, de onde extrai esse trecho. Releio por motivos profissionais, por mais incrível que possa parecer. Mas trabalhar com empresas familiares requer algumas informações e conhecimentos que estão totalmente fora do contexto empresarial.

De qualquer forma, essa passagem ficou gravada na minha memória somente por motivos pessoais. Concordo com autor, o tempo é mesmo um tecido, liso, sem nenhum tipo de costura, estampa ou textura, não tenho dúvidas. A responsabilidade por preenchê-lo é, na maior parte das vezes nossas, porém, algumas vezes, outras pessoas bordam no nosso tecido.

Mas em alguns momentos a vida é responsável pelo trabalho e não há nada que possamos fazer quando ela borda um túmulo. Infelizmente. Fica a dor e a saudade e, aos poucos, o próprio tempo se encarrega de nos ensinar outros tipos de bordado, além de outros desenhos e formas.

de volta para o passado

12 maio

Quando acontece uma vez é até divertido. Quando acontece três vezes na mesma semana chega a ser esquisito. Essa semana, por várias circunstâncias eu almocei três dias seguidos no mesmo lugar. Até aí, tudo bem, nada demais. Só que em cada um dos dias eu encontrei com três pessoas diferentes que estiveram muito presentes na minha vida, num passado não muito distante.

Engraçado como que algumas pessoas que estiveram tão presentes de repente só pertencem ao passado…

Fogo amigo – episódio 2

6 maio

Quinta-feira é dia de salão. Com horário fixo e manicures imutáveis por vários motivos (o principal é que desde sempre elas fazem as minhas unhas, as da minha mãe e as da minha irmã). E elas são divertidas, educadas e simpáticas. Mas somente uma delas pode opinar sobre o esmalte que eu vou usar naquela semana.

E ontem, já sentada na cadeira, confortavelmente descalça, enquanto esperava todo o processo começar, mostrei os dois vidros de esmalte que estavam numa das minhas mãos e fiz a pergunta de sempre para que ela me ajudasse na escolha da cor:

– Gê, eu estou com cara de que?

– De cansada.

Tá certo. Achei melhor não comentar e acompanhei a Rose na gargalhada.

um blog

4 maio

Segunda feira estava correndo e pensando na vida. Até aí nada de diferente, sempre fiz isso, já que esse é um dos momentos em que fico sozinha e comigo mesma. A única coisa diferente é que, normalmente, enquanto corria, colocava a minha vida em dia e estava dando certo até bem pouco tempo atrás. Era o momento também em que eu “escrevia” alguns posts no pensamento.

Só que de uns tempos para cá, não tenho conseguido fazer nenhuma das duas coisas. Como vida de ninguém fica em dia mesmo, desisti de tentar fazer alguma coisa para que o meu livro pessoal de débitos e créditos não ficasse tão em branco e vou vivendo. Feliz, diga-se de passagem. Muito feliz, aliás. Mas o blog

Esse tá abandonado, coitado. Vários dias em branco, como se nada de interessante tivesse acontecido ou que não valesse a pena registrar. Como se eu não tivesse um espaço para escrever coisas que eu gosto de contar, principalmente para mim mesma. E isso não é verdade. E o pior, tenho abandonado blogs amigos também…! Vários dias sem ler, ou às vezes leio e não comento…

E aí que eu fiquei pensando como esse negócio de ter um blog é mesmo engraçado. Por algum tempo a gente escreve freneticamente e é preciso dosar a quantidade – e a qualidade – dos posts que são produzidos, inclusive em função dos assuntos. Porque caso contrário, escreve-se de um tudo. De repente, sem que nem pra que, acabam-se as ideias, mas a vontade de escrever e postar é tão grande que qualquer coisa vai prá lá. Essa é uma fase muito perigosa, por sinal. Mais um pouco as ideias pululam na mente, mas o que falta é vontade de escrever. E ainda pode acontecer de não ter ideias e muito menos vontade de escrever.

Acho que eu já passei por todas essas fases, afinal já são três anos de blog (acho que completados em abril) e atualmente ando numa muito esquisita que não sei explicar bem qual é. Mas eu estou aqui, em pé sem cair, deitada sem dormir e vamos ver no que vai dar.

Corrida da Ponte

19 abr

Só faltou uma coisa para que eu fizesse uma boa prova no último domingo, na Corrida da Ponte: correr dois ou três longões (acima de 16 km) no Deserto do Saara. Ou em Bangu. Como preferir. Que isso, que calor era aquele?

Foi muito sol e pouca sombra. Muito calor e pouca água. Pouco vento e pouca nuvem. Faltou perna, faltou força, faltou tudo desde quando deixei a Ponte Rio – Niterói. Se eu pensava que iria fazer o mesmo tempo de duas semanas atrás (2h05), no mesmo dia em que me disseram que haveria neblina (só se fosse de suor evaporando), fiquei com 39 minutos acima disso. E terminei feliz, porque o que eu vi de gente caindo enquanto eu passava. Acho que todas as ambulâncias foram utilizadas nessa prova, tal e qual a Volta da Pampulha em 2007, a última que contou com a minha ilustre participação.

Como alguém pode achar legal correr num percurso sem nenhuma árvore, sem nenhum tipo de sombra, feio e monótono como aquele? A sensação que eu tinha era de estar correndo na esteira, com inclinação contínua, fechada em uma sala de ginástica, sem nenhum ventilador para dar uma aliviada. Correndo no mesmo lugar e fazendo um esforço horrendo. Tanto que a partir do primeiro ponto de hidratação eu pegava quatro copos de água. Dois para o corpo e dois para ingerir até o próximo ponto de água. Doce ilusão. A água não durava nada, em pouco tempo não sobrava uma gotinha para contar história. E nessa história de me refrescar, ferrei meu Ipod… Foi muita água para o bichinho, apagou no sexto ou sétimo quilômetro…

Com 10 km eu estava bem, afinal, o que eu treinei de subida, em dias quentes e suarentos, não foi normal. Mesmo assim, não deu. Com treze eu comecei a achar que o tempo que eu queria fazer ia ficar para uma próxima meia maratona. Com 17 eu quase parei. Com 19 eu caminhei e com vinte nem pensei em dar aquela acelerada básica de quilômetro final. Não dava mais, não tinha perna, não tinha cabeça, não tinha ânimo, só queria ir embora e pronto. Só não fiz como a Ana, do meu grupo de corrida, que cruzou o tapete chorando…!

Enquanto escrevia esse post cheguei à conclusão de que devo treinar no Saara mesmo, caso queira correr essa prova novamente. Corro o risco de encontrar algumas árvores em Bangu…!

p.s. não falei nada com ninguém porque cheguei no Rio sábado a noite (não pude ir antes por motivos profissionais) e no domingo foi a conta de tomar um banho de mar e voltar para BH.