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eu, meu blog, o blog dos outros, um prêmio e algumas pessoas

15 fev

Desde o dia que soube que tinha ganhado o prêmio, fiquei pensando em escrever um post sobre o assunto. E quando a gente escreve, quer dizer, eu faço dessa forma, penso no assunto como um todo, com início, meio e fim. Nesse caso, falaria sobre a campanha do blog do Leandro (gente, só agora eu vi os comentários no post) e de como, despretensiosamente, me tornei a feliz ganhadora do brinde!

Mas aí eu achei que ia ficar muito formal, muito sem graça e super comum (tipo despedida do programa da Xuxa, aquele antigo, que o baixinho sempre mandava um beijo “pro meu pai, pra minha mãe e pra você”…). Aí, a gente, quer dizer eu, começo a pensar quais serão os detalhes que deverão ser enfatizados no post para que ele fique interessante, engraçado ou sei lá o que. E é exatamente nesse momento que a coisa emperra, o bicho pega e o post sai ou muito bom, ou mais ou menos ou péssimo… Às vezes até acontece de pensar nos detalhes que aparentemente deixarão o post legal, mas o texto não flui e aí…

E eu tô nessa lenga lenga desde o sábado em que a minha vitória foi anunciada: e agora, o que escrevo? Escrevo antes ou depois de receber o brinde? Se eu escrevo antes a abordagem é uma, se for depois, outra (lógico…!). E isso durou até hoje, quando finalmente depois de chegar em casa mais cedo porque consegui sair mais cedo do escritório, sentei no sofá da sala de televisão (ela está desligada), liguei o computador e falei para mim mesma (eu tenho esse hábito, estabeleço metas para mim mesma) que hoje esse post sairia!

Desde quando decidi ter um blog, em 2008, a minha vida mudou. É sério, mudou mesmo. Não me pergunte exatamente o que, mas mudou. Meu primeiro blog foi no Blogspot e durou até maio de 2009, quando então, pelo falecimento do meu pai, ele caiu na boca de um povo que eu não queria e achei melhor dar um fim nele.

Foi nesse período que a Lilian me apresentou o Vala Comum e o até então denominado, O Cachambi não é aqui! Tinha o link dos dois na minha página, comentava em ambos e recebia visitas e comentários recíprocos. O David, do Vala Comum, abandonou o blog, mas o Cachambi eu não larguei mais e, atualmente, ele e o Bobeatus Sunt são os blogs que eu leio todos os dias, todos os dias mesmo. O primeiro que leio é o Cachambi porque assino o feed e isso facilita demais a minha vida (Eduardo, isso é uma direta, tá?!).

Quando eu falo que ter um blog e ler blogs mudou a minha vida é, principalmente porque eu me divirto muito. Muito mesmo. Às vezes eu dou gargalhadas sozinha lendo ou vendo alguma coisa. Muitas vezes ao fazer um comentário busco as palavras exatas para dar a entonação de voz exata. Claro que não sei se consigo, às vezes acho que sim…

De qualquer forma, no último final de semana quando de uma hora para outra decidir ir até o Rio receber o brinde, fui, principalmente para conhecer pessoalmente essas pessoas que me divertem tanto e que conhecia de certa forma, mas queria saber se eram mesmo “gente como a gente”, se é que vocês me entendem. E foi isso que aconteceu, adorei a viagem, exceto pelo calor infernal e quase tive um troço quando entrei no táxi que me levou até a casa do meu tio e comentei com o motorista sobre o calor e ele responde: “Bangu é mais!”

Adorei conhecer todos que estavam no Cachambeer. Foi muito legal, muito mesmo. Volto todas as vezes que puder e espero recebê-los, virtualmente ou aqui em BH, para um encontro num bar!

bate e volta

27 jan

Já viajei muito a trabalho e já fiz muito bate e volta. A maior parte deles de BH para o Rio ou para SP. A distância maior que cobri num mesmo dia foi BH-Salvador-BH. Até hoje.

Estou em Belém do Pará. Isso mesmo, cá em cima, no norte do país. Sai de BH hoje às 8h40 e volto na primeira hora da madrugada… Na verdade é amanhã, mas para mim ainda é o mesmo dia, já que não vou dormir e acordar para pegar o avião.

Mas tá valendo à pena. No período de uma hora já tomei sorvete de cupuaçu e tapioca, experimentei o de castanha do Pará e de pavê de cupuaçu, experimentei uma fruta chamada pupunha – não gostei – e descobri que a cidade tem o maior número de igrejas evangélicas por metro quadrado (essa conta é só minha tá?). E se alguém tiver interesse, numa delas, aquela do bispo, o dia do resgate será 30 de janeiro, dá tempo de chegar com calma.

E sim, é outro mundo, em todos os aspectos, mas principalmente pelo fato de que o saneamento básico chega muito tempo depois das casas serem construídas.

 

parece, mas não é

25 jan

Descansar na companhia de amigos.

Ficar a toa, de frente para o mar, olhando o vai e vem das ondas, das pessoas.

A brisa do mar, na praia ou correndo.

Dias lindos de sol.

Noites lindas e divertidíssimas no Bar do Zé.

Tudo isso não tem preço, mas não é Mastercard. É só uma breve descrição dos quatro dias que passei em Búzios…

bagagem de mão

9 jan

Eu tenho um combinado comigo mesma quando viajo: “não exagere na mala, caso contrário terá que levar bagagem de mão”. E para mim, na minha mão só a minha bolsa ou outra mão. Em viagens de trabalho se tenho que levar o notebook só se for realmente necessário – uso uma bolsa que não é exatamente para isso, mas que serve perfeitamente bem para as minhas necessidades.

Essa restrição de líquidos e cosméticos em viagens internacionais não me afetou em nada. Esse é um dos momentos em que eu pratico o desapego. É, o desapego à vaidade, já que ela vai por água abaixo (ou ar acima, como preferir), pois não levo (nunca levei) nada de maquiagem nessas viagens. Não me importa as olheiras, não ter um rosadinho nas bochechas e um olhar dramático pela falta de curvex e rímel, na minha bolsa só vai a pasta e a escova de dentes e um lip balm – a necessaire da bolsa vai inteirinha pra mala – por causa do ressecamento dos lábios.

Dessa vez, retornando de Portugal não teve jeito por causa da mala sem alça da minha mãe e do mala aberta (= folgado) do meu irmão. Como minha irmã e a família vão morar aqui a partir de fevereiro, combinamos que voltaria com uma mala deles, portanto, a minha cota de bagagens que poderiam ser despachadas estava esgotada. Assim, sofri dois dias com a perspectiva de viajar carregando de um lado para outro nos aeroportos (Porto, Lisboa e Confins), uma mala.

desse modelo, porém menor, própria para os compartimentos acima dos assentos!

Porém, no momento do check in, no Porto, perguntei à mocinha da TAP se poderia despachar um terceiro volume, por causa do meu cartão fidelidade TAM (nesses momentos eu agradeço ter viajado tanto a trabalho até 2009). E ela disse sim! Ah, que felicidade a minha! Rapidamente tirei meu livro de dentro dela, só pensando que, afinal, o trabalho compensa, travei o cadeado e despachei aquele “peso” diretamente para os porões dos aviões. Só havia me esquecido de uma coisa, melhor, duas. Além da mala, para o porão eu também mandei meu HD externo e o celular do meu irmão, ambos, novinhos em folha.

Como me dei conta do que tinha feito quando estava no aeroporto de Lisboa, passei a viagem sofrendo com a ideia de arrombamento da mala e a perda dos bens. Mas, como diz uma amiga, “Deus protege os inocentes”, fato que comprovei quando abri a mala ainda no táxi, já em BH, para conferir se estava tudo lá. E estavam!

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