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sem loção

10 abr

Tem gente que perde o limite com a bebida. Outros com as drogas. Alguns com o jogo ou com os doces. Mas quem perde o controle com o Botox e cirurgia plástica corre o risco de ficar assim.

Como se não bastasse o excesso de Botox, tem a mudança do nome...

A notícia completa está aqui. Chamá-la de cantora é o máximo. Cantora de uma música só…!

comentando o @blitz do Felipe

7 abr

Pelo que eu entendi do post do Felipe, o título do meu post é um endereço do Twitter que dá a dica para os motoristas de onde estão acontecendo blitz de trânsito em Belo Horizonte. Eu já recebi mensagem de texto logo depois da famosa Lei Seca entrar em vigor, e como não tenho Twitter, se não fossem os meus amigos, jamais saberia disso.

Já tem um tempo que o texto indignado (e com razão) do Felipe foi publicado, mas a polêmica perdurou no tempo por causa de um comentário que foi feito por lá. Felipe pediu-me encarecidamente que o avisasse quando ele entrasse, novamente, em polêmicas pífias. Prometi a ele que faria isso, mas desde então não paro de pensar sobre o assunto.

Quando tenho conhecimento de fatos como esses, relatados por amigos ou pela imprensa, a primeira coisa que vem à minha cabeça é o final daquela piada que relata a criação do mundo, incluindo o Brasil, por meio do diálogo entre Deus e o anjo Gabriel. Depois de descrever todas as desgraças e problemas que aconteceriam nos outros países e continentes, Deus começa a enumerar as maravilhas do nosso país em relação ao clima, vegetação, solo, tamanho, ou seja, essa maravilha que conhecemos, onde se plantando tudo dá, e Gabriel o questiona se ele não estaria sendo injusto com o restante do mundo. O Criador então responde: “é, mas você vai ver o povinho que eu vou colocar lá”. Ponto final. É isso, povinho. Zé Povinho.

Devo dizer desde já que, para mim, alguém que foge de blitz sem ter nenhum tipo de problema com a legislação de trânsito, não tem envergadura moral para falar de sistema algum. E se tem uma coisa que me irrita profundamente é alguém falar que é “contra o sistema”. Acho isso de uma hipocrisia sem fim, de uma falta do que fazer sem tamanho e de um absurdo maior ainda, sem falar no tanto que é ridículo e antigo.

Quem fala isso não tem sequer condição de imaginar para que serve o sistema. Aliás, não tem “loção” do significado da palavra. E, ainda na minha opinião, são esses que se dizem “contra o sistema” os principais representantes do Zé Povinho, da mediocridade brasileira, da estupidez instituída e da crença idolatrada de que o sistema está sempre os prejudicando e exatamente por isso podem dar o troco na mesma moeda.

São eles que acham que podem dar o famoso jeitinho brasileiro, alvo de tanta ironia (para não dizer outras coisas por parte do mundo civilizado e que reconhece a importância de um sistema), e que normalmente justificam suas atitudes incorretas, imorais ou ilegais assim: “ah, é só um pouquinho”, “é rapidinho”, “essa hora não tem problema”, ou então, “faço isso porque sou contra o sistema”. E, claro, os errados são os outros. Babaca é quem segue a lei, claro, a lei faz parte do sistema.

A argumentação do sujeito no blog do Felipe é tão infeliz, tão imatura, que me deu pena. Gostaria de ter respondido para o sujeito que ninguém deve pautar seu comportamento como o do outro que ele tanto repudia. Mas tive a ligeira impressão de que ele não entenderia. Depois o Felipe confirmou essa minha impressão. Não sou santa, já fiz coisa errada como por exemplo, dirigir depois de beber, mas sou totalmente a favor do sistema.

Assim como os politicamente corretos, ou seja, aqueles que são corretos apenas para “inglês ver, morro de preguiça dos que são “contra o sistema”. Acho todos, sem exceção, além de tudo que já falei acima, uma cambada de folgados.

 

gato por lebre

22 mar

Fiz um curso semana passada que foi . Quatro dias que poderiam ser resumidos em dois, mas, tudo bem, isso acontece algumas vezes e a vida é essa, subir Bahia e descer Floresta. Mas o problema nem foi o curso, o problema maior foi a metodologia utilizada como pano de fundo. PNL: Programação Neuro Linguística. Caramba, que é aquilo?! Eu sabia o que era, mas nunca tinha participado da prática. Se alguém gosta, para de ler agora, porque daqui pra frente eu vou soltar todos os bichos e não vou me desculpar.

Você quer, você pode? O Segredo? Pensamentos positivos a toda prova? Quase tive um troço. De quinta a domingo, o dia todo, isso mesmo, sábado e domingo, o dia in-tei-ri-nho, ouvindo isso. Até que quinta e sexta foi menos, mas no sábado, putzgrila (pra não falar outra coisa), foi demais.

Quando o instrutor (se é que posso chamá-lo assim) solicitou que as luzes fossem apagadas e que nós fechássemos os olhos, todas as minhas barreiras, preconceitos, birras e tudo o mais aumentaram de tamanho. Quando a música começou a tocar e ele a falar baixo, suave e tranquilamente que nós iríamos entrar em uma tela e que teríamos que imaginar nossas vida daqui a três anos e, à medida que o ritmo da música ficava mais forte, a intensidade da voz acompanhado eu tive que encontrar alguma forma de continuar ali, respeitando a situação, mas sem violar minhas crenças.

Parte do desabafo feito, preciso dizer que não sabia que a PNL seria utilizada no curso. Se soubesse, eles não me veriam, nem o meu rico dinheirinho. A formação que estava buscando tem tudo a ver com meu trabalho atual e achei que a instituição era séria. Mas não é, infelizmente não é.

Como posso achar que a instituição é séria quando o cara que está lá na frente falando que se eu quiser, posso alcançar. Não consegue conjugar verbos, não sabe concordar o singular com plural: as coisas pela qual você é grato era o erro mais simples. E foi assim que superei o exercício dos olhos fechados, contando quantas vezes ele errava no português. Perdi as contas e o exercício demorou para acabar, viu.

Mas eu quase tive um troço quando, ao final do domingo, um participante puxa saco, baba ovo, aparecido disse que o professor tinha deixado a impressão digital na vida dele e os dois começaram a chorar. Levantei e fui embora, aquilo era demais pro meu visual e TBS (talento, beleza e sexo).

bagagem de mão

9 jan

Eu tenho um combinado comigo mesma quando viajo: “não exagere na mala, caso contrário terá que levar bagagem de mão”. E para mim, na minha mão só a minha bolsa ou outra mão. Em viagens de trabalho se tenho que levar o notebook só se for realmente necessário – uso uma bolsa que não é exatamente para isso, mas que serve perfeitamente bem para as minhas necessidades.

Essa restrição de líquidos e cosméticos em viagens internacionais não me afetou em nada. Esse é um dos momentos em que eu pratico o desapego. É, o desapego à vaidade, já que ela vai por água abaixo (ou ar acima, como preferir), pois não levo (nunca levei) nada de maquiagem nessas viagens. Não me importa as olheiras, não ter um rosadinho nas bochechas e um olhar dramático pela falta de curvex e rímel, na minha bolsa só vai a pasta e a escova de dentes e um lip balm – a necessaire da bolsa vai inteirinha pra mala – por causa do ressecamento dos lábios.

Dessa vez, retornando de Portugal não teve jeito por causa da mala sem alça da minha mãe e do mala aberta (= folgado) do meu irmão. Como minha irmã e a família vão morar aqui a partir de fevereiro, combinamos que voltaria com uma mala deles, portanto, a minha cota de bagagens que poderiam ser despachadas estava esgotada. Assim, sofri dois dias com a perspectiva de viajar carregando de um lado para outro nos aeroportos (Porto, Lisboa e Confins), uma mala.

desse modelo, porém menor, própria para os compartimentos acima dos assentos!

Porém, no momento do check in, no Porto, perguntei à mocinha da TAP se poderia despachar um terceiro volume, por causa do meu cartão fidelidade TAM (nesses momentos eu agradeço ter viajado tanto a trabalho até 2009). E ela disse sim! Ah, que felicidade a minha! Rapidamente tirei meu livro de dentro dela, só pensando que, afinal, o trabalho compensa, travei o cadeado e despachei aquele “peso” diretamente para os porões dos aviões. Só havia me esquecido de uma coisa, melhor, duas. Além da mala, para o porão eu também mandei meu HD externo e o celular do meu irmão, ambos, novinhos em folha.

Como me dei conta do que tinha feito quando estava no aeroporto de Lisboa, passei a viagem sofrendo com a ideia de arrombamento da mala e a perda dos bens. Mas, como diz uma amiga, “Deus protege os inocentes”, fato que comprovei quando abri a mala ainda no táxi, já em BH, para conferir se estava tudo lá. E estavam!

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