Pelo que eu entendi do post do Felipe, o título do meu post é um endereço do Twitter que dá a dica para os motoristas de onde estão acontecendo blitz de trânsito em Belo Horizonte. Eu já recebi mensagem de texto logo depois da famosa Lei Seca entrar em vigor, e como não tenho Twitter, se não fossem os meus amigos, jamais saberia disso.
Já tem um tempo que o texto indignado (e com razão) do Felipe foi publicado, mas a polêmica perdurou no tempo por causa de um comentário que foi feito por lá. Felipe pediu-me encarecidamente que o avisasse quando ele entrasse, novamente, em polêmicas pífias. Prometi a ele que faria isso, mas desde então não paro de pensar sobre o assunto.
Quando tenho conhecimento de fatos como esses, relatados por amigos ou pela imprensa, a primeira coisa que vem à minha cabeça é o final daquela piada que relata a criação do mundo, incluindo o Brasil, por meio do diálogo entre Deus e o anjo Gabriel. Depois de descrever todas as desgraças e problemas que aconteceriam nos outros países e continentes, Deus começa a enumerar as maravilhas do nosso país em relação ao clima, vegetação, solo, tamanho, ou seja, essa maravilha que conhecemos, onde se plantando tudo dá, e Gabriel o questiona se ele não estaria sendo injusto com o restante do mundo. O Criador então responde: “é, mas você vai ver o povinho que eu vou colocar lá”. Ponto final. É isso, povinho. Zé Povinho.
Devo dizer desde já que, para mim, alguém que foge de blitz sem ter nenhum tipo de problema com a legislação de trânsito, não tem envergadura moral para falar de sistema algum. E se tem uma coisa que me irrita profundamente é alguém falar que é “contra o sistema”. Acho isso de uma hipocrisia sem fim, de uma falta do que fazer sem tamanho e de um absurdo maior ainda, sem falar no tanto que é ridículo e antigo.
Quem fala isso não tem sequer condição de imaginar para que serve o sistema. Aliás, não tem “loção” do significado da palavra. E, ainda na minha opinião, são esses que se dizem “contra o sistema” os principais representantes do Zé Povinho, da mediocridade brasileira, da estupidez instituída e da crença idolatrada de que o sistema está sempre os prejudicando e exatamente por isso podem dar o troco na mesma moeda.
São eles que acham que podem dar o famoso jeitinho brasileiro, alvo de tanta ironia (para não dizer outras coisas por parte do mundo civilizado e que reconhece a importância de um sistema), e que normalmente justificam suas atitudes incorretas, imorais ou ilegais assim: “ah, é só um pouquinho”, “é rapidinho”, “essa hora não tem problema”, ou então, “faço isso porque sou contra o sistema”. E, claro, os errados são os outros. Babaca é quem segue a lei, claro, a lei faz parte do sistema.
A argumentação do sujeito no blog do Felipe é tão infeliz, tão imatura, que me deu pena. Gostaria de ter respondido para o sujeito que ninguém deve pautar seu comportamento como o do outro que ele tanto repudia. Mas tive a ligeira impressão de que ele não entenderia. Depois o Felipe confirmou essa minha impressão. Não sou santa, já fiz coisa errada como por exemplo, dirigir depois de beber, mas sou totalmente a favor do sistema.
Assim como os politicamente corretos, ou seja, aqueles que são corretos apenas para “inglês ver, morro de preguiça dos que são “contra o sistema”. Acho todos, sem exceção, além de tudo que já falei acima, uma cambada de folgados.