Clarice tem uma turma de amigos (meninos e algumas das meninas) das antigas, pessoal sangue bom. Alguns já se casaram e continuam assim, outros se casaram, separaram e continuam assim. E uns poucos estão ainda naquela de tentativa e erro. Por causa disso, não se encontram sempre e, por mais absurdo que possa parecer, quando isso acontece, naquela coisa de ficarem perguntando pelas pessoas, sempre aparece alguma novidade que não é tão nova assim, mas que pode causar alguns problemas…
Logo que conheceu “os meninos”, Clarice se encantou por um deles (e vice versa) e os dois tiveram um caso ou rolo (como preferir). Foi um caso longo, a turma sempre se referia a eles como namorados, mas nenhum dos dois assumia o relacionamento como tal. Principalmente Clarice, que tinha há pouco tempo colocado um ponto final num namoro de longuíssimos sete anos. O cara chama Sérgio Eduardo e tem um irmão gêmeo com o nome originalíssimo de Eduardo Sérgio (conhecido na turma como Eduardinho). Mas a Dani, amiga, irmã, camarada, só chama o cara de Sérgio Osvaldo (não me perguntem o porquê) e aí, já viram, né?!
O diálogo abaixo aconteceu na terça-feira dessa semana, pelo Google Talk. Claro que foi feita uma pequena edição, mas esta sendo publicado com a autorização da Clarice. Só o cavalheiro envolvido é que não sabe de nada…
eu: Dani, encontrei com o Ró ontem(o Ró, Rodrigo Otávio, super amigo de Clarice e Dani. Já foi apaixonadíssimo por Clarice, pelo menos era o que todos falavam, mas ela sempre o viu como um grande amigo).
Daniela: oi amada
eu: e ele me contou uma coisa que me deixou apoplética
Daniela: o que?????
eu: O sérgio osvaldo pintava o cabelo. De acaju ainda por cima!!!!
Daniela: ah clarice…. tava na cara, por isso o apelido dele era acaju
eu: como assim? sério? nunca reparei. Só sabia que o Richa (primo do Ró) fazia escova naquele topete horroroso… nunca soube que o apelido dele era esse
Daniela: o amor deixa as pessoas cegas
eu: que amor, Dani?! Que amor?!
Daniela: era bem naquela época que vc tava querendo ele
eu: gente, nunca reparei, sério mesmo. aliás, nem foi só isso
Daniela: fala…..
eu: o ró falou que ele já tinha uma filha naquela época
Daniela: gente de Deus…. alouuuuu….. Marte….. eu fui no batizado!
eu: gente, Dani, nunca soube! sério?
Daniela: niver de um ano, a menina deve ter uns 13 anos hoje
eu: ah, então isso foi depois do nosso caso!
Daniela: foi tipo logo depois que vocês terminaram o namoro
eu: Dani, caso, Dani. Ah bom! Ainda bem, porque aí ia ser demais! mas ele pintava o cabelo na época do nosso rolo?
Daniela: sim, aquele dia que a gente se encontrou no Pizzarela, um sábado à tarde, logo no começo do namoro, acho que ele devia ter acabado de pintar. Pois tava super com cara de recém pintado e todos os meninos o chamavam de acaju
eu: Dani, duas coisas. A mais importante de todas, EU NÃO NAMOREI O SÉRGIO. Ele tá na coluna dos casos (isso é uma brincadeira antiga das meninas). E agora eu te pergunto: como assim Dani, vc, minha amiga, nunca falou isso comigo?
Daniela: uai…. achei que era óbvio demais
eu: gente de Deus, meu passado é negro. Tô mil vezes apoplética. Namorei um gay enrustido. E esse eu não posso negar, inclusive apresentei pro meu pai como tal e agora fico sabendo depois de séculos que tive um caso com um cara que pinta o cabelo de acaju…Putzgrila, meu passado me condena…
