Segunda feira estava correndo e pensando na vida. Até aí nada de diferente, sempre fiz isso, já que esse é um dos momentos em que fico sozinha e comigo mesma. A única coisa diferente é que, normalmente, enquanto corria, colocava a minha vida em dia e estava dando certo até bem pouco tempo atrás. Era o momento também em que eu “escrevia” alguns posts no pensamento.
Só que de uns tempos para cá, não tenho conseguido fazer nenhuma das duas coisas. Como vida de ninguém fica em dia mesmo, desisti de tentar fazer alguma coisa para que o meu livro pessoal de débitos e créditos não ficasse tão em branco e vou vivendo. Feliz, diga-se de passagem. Muito feliz, aliás. Mas o blog…
Esse tá abandonado, coitado. Vários dias em branco, como se nada de interessante tivesse acontecido ou que não valesse a pena registrar. Como se eu não tivesse um espaço para escrever coisas que eu gosto de contar, principalmente para mim mesma. E isso não é verdade. E o pior, tenho abandonado blogs amigos também…! Vários dias sem ler, ou às vezes leio e não comento…
E aí que eu fiquei pensando como esse negócio de ter um blog é mesmo engraçado. Por algum tempo a gente escreve freneticamente e é preciso dosar a quantidade – e a qualidade – dos posts que são produzidos, inclusive em função dos assuntos. Porque caso contrário, escreve-se de um tudo. De repente, sem que nem pra que, acabam-se as ideias, mas a vontade de escrever e postar é tão grande que qualquer coisa vai prá lá. Essa é uma fase muito perigosa, por sinal. Mais um pouco as ideias pululam na mente, mas o que falta é vontade de escrever. E ainda pode acontecer de não ter ideias e muito menos vontade de escrever.
Acho que eu já passei por todas essas fases, afinal já são três anos de blog (acho que completados em abril) e atualmente ando numa muito esquisita que não sei explicar bem qual é. Mas eu estou aqui, em pé sem cair, deitada sem dormir e vamos ver no que vai dar.

