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um blog

4 mai

Segunda feira estava correndo e pensando na vida. Até aí nada de diferente, sempre fiz isso, já que esse é um dos momentos em que fico sozinha e comigo mesma. A única coisa diferente é que, normalmente, enquanto corria, colocava a minha vida em dia e estava dando certo até bem pouco tempo atrás. Era o momento também em que eu “escrevia” alguns posts no pensamento.

Só que de uns tempos para cá, não tenho conseguido fazer nenhuma das duas coisas. Como vida de ninguém fica em dia mesmo, desisti de tentar fazer alguma coisa para que o meu livro pessoal de débitos e créditos não ficasse tão em branco e vou vivendo. Feliz, diga-se de passagem. Muito feliz, aliás. Mas o blog

Esse tá abandonado, coitado. Vários dias em branco, como se nada de interessante tivesse acontecido ou que não valesse a pena registrar. Como se eu não tivesse um espaço para escrever coisas que eu gosto de contar, principalmente para mim mesma. E isso não é verdade. E o pior, tenho abandonado blogs amigos também…! Vários dias sem ler, ou às vezes leio e não comento…

E aí que eu fiquei pensando como esse negócio de ter um blog é mesmo engraçado. Por algum tempo a gente escreve freneticamente e é preciso dosar a quantidade – e a qualidade – dos posts que são produzidos, inclusive em função dos assuntos. Porque caso contrário, escreve-se de um tudo. De repente, sem que nem pra que, acabam-se as ideias, mas a vontade de escrever e postar é tão grande que qualquer coisa vai prá lá. Essa é uma fase muito perigosa, por sinal. Mais um pouco as ideias pululam na mente, mas o que falta é vontade de escrever. E ainda pode acontecer de não ter ideias e muito menos vontade de escrever.

Acho que eu já passei por todas essas fases, afinal já são três anos de blog (acho que completados em abril) e atualmente ando numa muito esquisita que não sei explicar bem qual é. Mas eu estou aqui, em pé sem cair, deitada sem dormir e vamos ver no que vai dar.

Corrida da Ponte

19 abr

Só faltou uma coisa para que eu fizesse uma boa prova no último domingo, na Corrida da Ponte: correr dois ou três longões (acima de 16 km) no Deserto do Saara. Ou em Bangu. Como preferir. Que isso, que calor era aquele?

Foi muito sol e pouca sombra. Muito calor e pouca água. Pouco vento e pouca nuvem. Faltou perna, faltou força, faltou tudo desde quando deixei a Ponte Rio – Niterói. Se eu pensava que iria fazer o mesmo tempo de duas semanas atrás (2h05), no mesmo dia em que me disseram que haveria neblina (só se fosse de suor evaporando), fiquei com 39 minutos acima disso. E terminei feliz, porque o que eu vi de gente caindo enquanto eu passava. Acho que todas as ambulâncias foram utilizadas nessa prova, tal e qual a Volta da Pampulha em 2007, a última que contou com a minha ilustre participação.

Como alguém pode achar legal correr num percurso sem nenhuma árvore, sem nenhum tipo de sombra, feio e monótono como aquele? A sensação que eu tinha era de estar correndo na esteira, com inclinação contínua, fechada em uma sala de ginástica, sem nenhum ventilador para dar uma aliviada. Correndo no mesmo lugar e fazendo um esforço horrendo. Tanto que a partir do primeiro ponto de hidratação eu pegava quatro copos de água. Dois para o corpo e dois para ingerir até o próximo ponto de água. Doce ilusão. A água não durava nada, em pouco tempo não sobrava uma gotinha para contar história. E nessa história de me refrescar, ferrei meu Ipod… Foi muita água para o bichinho, apagou no sexto ou sétimo quilômetro…

Com 10 km eu estava bem, afinal, o que eu treinei de subida, em dias quentes e suarentos, não foi normal. Mesmo assim, não deu. Com treze eu comecei a achar que o tempo que eu queria fazer ia ficar para uma próxima meia maratona. Com 17 eu quase parei. Com 19 eu caminhei e com vinte nem pensei em dar aquela acelerada básica de quilômetro final. Não dava mais, não tinha perna, não tinha cabeça, não tinha ânimo, só queria ir embora e pronto. Só não fiz como a Ana, do meu grupo de corrida, que cruzou o tapete chorando…!

Enquanto escrevia esse post cheguei à conclusão de que devo treinar no Saara mesmo, caso queira correr essa prova novamente. Corro o risco de encontrar algumas árvores em Bangu…!

p.s. não falei nada com ninguém porque cheguei no Rio sábado a noite (não pude ir antes por motivos profissionais) e no domingo foi a conta de tomar um banho de mar e voltar para BH.

a meia do ano

27 nov

O ano de 2010 está acabando e com ele a minha temporada de treinos e provas. Meu último treino / prova, foi no dia 13 de novembro e o combinado com o Luiz era correr como se fosse uma prova – eu não faço mais a Volta da Pampulha e não pude correr a Meia do Circuito Atenas.

E foi isso que fiz, corri os 18 km da Pampulha e depois (sem parar, claro), os 21 km de uma meia maratona. E assim, completei os 18 km em 1h50min e os 21 km em 2h12min. Um presentão de aniversário que me dei e por isso decidi fazer uma homenagem à meia que usei nos treinos longos e provas.

a meia do ano!

Mas aí achei que seria uma injustiça com outros dois pares que estão sempre comigo em dias alternados quando saio para correr, por isso, apresento para vocês os tênis do ano.

companheiros inseparáveis!

Agora são treinos mais leves, diminuindo o ritmo para voltar ano que vem com tudo!

engraçado, viu

1 ago

Tem gente que acha que sou louca por acordar cedo, em pleno domingo, para participar de uma corrida. Às vezes me acham mais louca ainda quando viajo para participar de uma corrida e aí, além de acordar cedo no domingo, não aproveito nada da cidade…

Pois eu considero totalmente insano quem acorda cedo num domingo para bater perna na Feira Hippie de BH. Mais insano ainda, é quem viaja a noite inteira de ônibus para “acordar” já na feira.

E aí, eu pergunto: você pode ter a sua loucura, eu não? Tomar banho!

ps. Nada contra a Feira Hippie, que de hippie há muito tempo que não tem nada, e muito menos contra quem frequenta ou trabalha lá! Já fui muito quando era criança para comprar roupinhas de boneca e outras coisas e a feira era na Praça da Liberdade. Depois da mudança para a Av. Afonso Pena, fui apenas duas vezes, acompanhando estrangeiros e jurei nunca mais voltar. E não volto mesmo…! Nem adianta tentar, não nem chego perto do lugar!

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