gurulândia

fevereiro 8, 2010

Uma coisa que me incomoda muito no mundo dos negócios é a tal da gurulândia. O que é gurulândia? Ah, são aquelas pessoas que falam um tanto de coisa que não significa nada. Que fazem uma palestra, cobram um absurdo para fazê-la  para dizer as coisas mais óbvias do mundo só que ou de um jeito engraçado ou trágico.

Alguns anos atrás, uma empresa aqui de BH oferecia um programa de 10 palestras por ano, o nome tinha algo a ver com formação de liderança e, na tentativa de me vender o pacote, eles me ofereceram um convite para assistir à palestra daquele Roberto Shinyashiki.

Meu Deus! Vi e ouvi cada coisa! Ele contou uma história ou estória triste de sua família e eu dizia para mim mesma que seria impossível que todos aqueles espectadores estivessem acreditando naquilo. E estavam, e as pessoas balançavam a cabeça em sinal de acompanhamento, concordância e tristeza pela situação! E alguns – inclusive uns marmanjos de terno – choravam!

Não tem jeito, eu sou muito cética nesse aspecto, nada vai cair do céu, ninguém pode resolver o seu problema a não ser você e pensamento positivo é bom, mas funciona melhor com estudo, trabalho, dedicação e comprometimento. E eu achei que isso era só uma fase do mundo corporativo, mas acho que me enganei.

Recebi um folheto do 4º Fórum Nacional (mas não me perguntem de que porque no folder não fala), cujo título é Gestão por valores e cultura de performance. O subtítulo: Equilíbrio: vida pessoal e vida profissional. Numa boa, o que um tem a ver com o outro? E o título das palestras?

Vou dar só dois exemplos: Gerenciando polaridades: como transformar problemas insolúveis em possibilidades de desenvolvimento e evolução. Eu entendi que é o mesmo que faça do limão uma limonada, ou será que tem algo mais que eu não consegui captar?!

A outra é: Liderança avançada – Desenvolvimento da Consciência para fazer acontecer. E a abordagem da palestrante começaria com o espírito de liderança eficaz diante da crise e do colapso do sistema. Fan-tás-ti-co! Pena que não deu para ir…

O outro folder foi do Congresso Brasileiro da Qualidade e Produtividade cujo título era a estratégia da gestão em ambiente de incerteza. Minha primeira pergunta foi: existe ambiente de certeza? Abri o material e me vi, mais uma vez, diante de uma inutilidade de proposições…!

Para finalizar, vou falar sobre um cartão de uma consultoria que recebi. Não sei como não pensei em oferecer esse tipo de prestação de serviços. O sujeito é consultor em negociação e solução de conflitos! Olha que fantástico. Acho que eu não pensei nisso porque sou advogada e ele é engenheiro, com mestrado e tudo o mais. Deve ter muito mais jogo de cintura que eu. Sem dúvida nenhuma!

ainda no elevador

fevereiro 4, 2010

Por que será que algumas pessoas entram no elevador e gostam de permanecer exatamente naquele lugar que dificulta a entrada de outras pessoas? E essa mesma pessoa não faz o menor sinal de movimento para facilitar a saída daqueles que estão atrás dela? Putz!

papo de elevador

fevereiro 3, 2010

Alguém já escreveu – famoso ou não – sobre os papos sem graça que por vezes acontecem num elevador. Geralmente a conversa gira sobre o tempo, sobre a demora que aquele meio de transporte às vezes apresenta e por aí vai…

Mas ontem, comigo foi diferente. Meu endereço era um prédio no centro de BH. Cheguei e um rapaz muito gentil segurou a porta enquanto eu falava para o porteiro aonde iria. Entrei, agradeci a gentileza do moço e pedi licença a um senhor que também estava no elevador.

O rapaz apertou o botão do sexto andar (o meu destino), e o décimo para onde o senhor de cabeça branca e jeito humilde estava indo. De repente, e não mais que de repente, o senhor começa a falar tom de voz grave e alto:

- Um BOM DIA para todos! E eu e o rapaz sorrindo respondemos desejando um bom dia para ele. Achei que a coisa ia terminar aí, mas o velhinho resolveu continuar.

- Um BOM DIA que sai da minha boca é sagrado! O meu BOM DIA é capaz de abrir portas! O meu BOM DIA abençoa a todos! Meu sorriso já não era tão espontâneo, assim como o do rapaz gentil, mas ambos olhamos para o velhinho e dissemos “amém”.

Pensei – e aposto que o jovem também – agora realmente deve ter acabado e olhei o indicador dos andares para verificar que estávamos no quarto, ao mesmo tempo em que o velho, que para mim, àquela altura já tinha deixado de ser tão simpático, retoma a sua pregação, mas dessa vez num tom ameaçador:

- Um BOM DIA que sai da minha boca pode cuspir fogo. Pronto, estava eu, um moço e um velho maluco dentro de um elevador! Era só o que me faltava, e logo de manhã cedo! Eu  reparei que o carinha já tava do mesmo jeito que eu, incomodado, mas o meu destino chegou e mais do que depressa eu sai daquele elevador!

E só pensei no velho para fazer esse post e quando apertei o botão para chamar o elevador e ir embora do prédio, morrendo de medo de estar só eu e o maluco lá dentro. Portanto, quem se incomodar com papo sobre chuva ou calor dentro de um elevador, lembre-se deste post.

p.s. eu tenho vários posts armazenados na minha cabeça e alguns no meu computador. Acontece que minha irmã e meu sobrinho estão aqui desde o dia 21 de janeiro e eu to igual a Casas Bahia: dedicação total para eles…! Mas eu não vou sumir não, não consigo viver sem isso mais (exagerada…)

Odontologia

janeiro 28, 2010

Eu fico impressionadíssima que, apesar da tamanha e constante evolução da tecnologia, que por acaso, beneficiou os consultórios dos dentistas ainda existam:

Motorzinho. Não existem comentários favoráveis a esse instrumento;

Milhares de ferrinho, de diferentes tamanhos e formatos, utilizados pelo seu dentista para raspar em seus dentes e, de vez em quando, machucar a sua gengiva;

Aquele espelhinho horroroso e provocador de ânsia de vômito (pelo menos em mim);

E as radiografias? Gente, o que é aquilo?Além de incomodar, provoca ânsia de vômito;

Ontem, por exemplo, eu estava com o bendito algodão, aquela coisa que suga a saliva que é freneticamente produzida durante a observação e avaliação dos seus dentes, dois dedos do dentista abrindo mais ainda a minha boca e o tal do espelhinho. Que é isso!

Eu vou ao dentista semestralmente para fazer limpeza e fazer um check up, hábito cultivado pelos meus pais em mim e nos meus irmãos. O problema é que eu sou a única que morre de aflição do material utilizado por esses profissionais. Não é medo, é aflição mesmo. Só de pensar já fico toda incomodada. Imaginem quando usei aparelho fixo…